Dicas de automassagens que relaxam e combatem o nervosismo

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Dê um chega pra lá no estresse

Acúmulo de funções, trânsito, pressão em casa e no trabalho, notícias de crise e violência que se espalham aos montes… Todas vivemos expostas a esses problemas diariamente. Por mais que a gente procure se blindar, nem sempre dá certo.

A qualidade de vida acaba comprometida por desconfortos físicos e mentais, como dores e ansiedade. “Tais males aparecem porque a pessoa não consegue relaxar e voltar ao eixo após uma situação estressante. O corpo permanece em estado de alerta, descarregando hormônios e acelerando a respiração e os batimentos cardíacos”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi (RS), presidente da International

Stress Management Association no Brasil (Isma-BR).

A boa notícia é que aliviar essas tensões está nas nossas mãos…  Literalmente! “A massagem certa dissolve tensão e proporciona relaxamento. A pausa na rotina ainda promove bem-estar e desvia o foco das preocupações”, afirma.

Para não sobrecarregar mais seu organismo e acabar deixando-o doente, repense  sua rotina. Desacelere o que for possível e contorne o estresse com estes movimentos simples. Em poucos minutos você sentirá uma boa diferença!

Dor de cabeça

Estudos apontam que nove em cada dez mulheres sofrem de dores tensionais – que geralmente surgem após um dia exaustivo. Originária da ayurveda (a medicina tradicional indiana), a massagem abhyanga pode trazer alívio quase imediato. “Usamos óleo vegetal para facilitar os movimentos e nutrir os marmas (pontos energéticos do corpo). O óleo também ajuda a movimentar a energia e as toxinas acumuladas, combatendo a dor”, diz Elaine Cecília Guerra, terapeuta ayurveda do espaço Cítara Saúde (SP).

Como fazer: Pingue óleo de amêndoas nos dedos indicador e médio de uma das mãos e posicione-os no primeiro ponto marma, localizado entre as sobrancelhas. Faça movimentos circulares no sentido horário, pressionando suavemente

até a dor passar.
Dor de estômago

“O estômago possui ligação direta com o sistema nervoso central – daí ser muito sensível às mudanças de humor. Quando estamos sob pressão, ele produz mais ácido gástrico, que normalmente só é liberado para digerir os alimentos. Essa reação leva à dor e à queimação”, conta a massoterapeuta Tahiana Ferraço, do Instituto Holístico Florescer (SP). Ela indica o do-in, técnica de automassagem baseada na medicina tradicional chinesa, que usa os mesmos pontos da acupuntura para normalizar o fluxo de energia no corpo e dar fim ao mal-estar.

Como fazer: Vire a palma da mão esquerda para cima e, com o polegar da direita, pressione o punho (a dois dedos de distância da base da mão) por cinco minutos. Descanse um minuto e repita até a dor sumir.

Angústia e ansiedade

Aquele aperto no peito, somado à mente atribulada, pode ser superado com um exercício de Jin Shin Jyutsu, um tipo de terapia oriental. “O corpo possui vários caminhos energéticos que nutrem as células. Quando um deles é bloqueado, sentimos desconfortos e até dor. A prática reorganiza a circulação da energia”, diz Alessander Luigi Palma, coordenador do Escritório Brasileiro do Jin Shin Jyutsu (SC).

Como fazer: Cruze os braços calmamente sobre o peito e deixe as mãos embaixo deles. Fique na posição por alguns minutos e perceba a tensão indo embora. Desfaça o abraço somente quando você voltar a se sentir mais segura.

Tensão no pescoço

Quando fica enrijecida, essa sensível região faz com que cada movimento da cabeça vire um tormento de dor. O incômodo pode se estender para os ombros e braços. Como combater? Usando a reflexologia podal. “Essa técnica vê os nossos pés como um mapa, no qual temos pontos correspondentes a todas as partes do corpo. Ao estimulá-los, dissolvemos as tensões”, detalha Cleide Ribeiro, massoterapeuta no Zahra Spa e Estética (SP).

Como fazer: Com os polegares, explore firme e delicadamente a sola do pé. Depois, segure um dedo por vez e puxe-o suavemente na sua direção. Capriche ao chegar ao polegar: na lateral externa desse dedo, perto da base, está o ponto reflexo ao pescoço. Repita o procedimento no dois pés, ok?

A evolução do estresse

“Essa emoção não é boa nem ruim – tudo depende da forma como é interpretada”, diz Ana Maria. Confira os seus três níveis:
Fase de ALARME 
Indica que algo merece atenção. Para nos preparar para a reação, há uma descarga hormonal que nos põe em alerta.
Fase de RESISTÊNCIA 
Ocorre quando, após o evento estressante, a pessoa continua fora do seu eixo. Surgem dores e outros sinais desagradáveis.
Fase de EXAUSTÃO 
Se não houver uma intervenção para romper os sintomas negativos, o indivíduo entra num estresse crônico. Aqui, os desconfortos podem se transformar em doenças.